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Associação Cultural e Social Escola de Samba Mocidade Camisa Verde e Branco

CAMISA VERDE e BRANCO

HISTÓRIA DO CAMISA VERDE BRANCO

BATERIA FURIOSA 

 

Mestre de Bateria –

 

Diretores:

 

Presidente de Bateria:  

 

Corte:                     (Rainha)                    (Madrinha)                  (Musa)

 

A Bateria, o coração da escola, é composta por aproximadamente 210 ritmistas e responsável por executar o ritmo que sustenta a todos os outros setores da escola. O canto e a dança da escola estão apoiados nela. No passado, os instrumentos eram maiores e tinham revestimento de peles de animais e, diante das mudanças épicas, a batucada se modernizou: poliéster e nylon substituíram as peles, os números de batuqueiros presentes na batucada aumentaram, a altura, a largura e novos termos foram atribuídos a ela. Apitadores, os responsáveis em comandar o ritmo nos cordões através da transformação para a categoria de escola de samba passaram a ser conhecidos por diretores e, posteriormente, mestres de bateria. Os batuqueiros, rebatizados de ritmistas e a batucada em bateria. As batidas nos instrumentos são pré-definidas, mas as conversões e as passagens podem flexionar quanto ao desenho rítmico criado que, quanto mais criativo e ousado, maior a expectativa do público.

 

A batucada do Camisa Verde e Branco conta com 17 tipos de instrumentos distribuídos em pesada e leve, onde as grandes linhas de instrumentos que formam a base são:

 

1- surdos, contra-surdos e surdos de repique (de terceira), que cuidam da base rítmica. Os surdos de repique estão hoje desempenhando uma função muito parecida com a das caixas e taróis;

 

2- As caixas e taróis são responsáveis pelo recheio e pelo desenho característico da agremiação;

 

3- tamborins, que batem no contratempo e fazem os arranjos das passagens e breques específicos de cada samba, quase solando;

 

4- ganzás, afoxés e chocalhos, responsáveis pelo molho do balanço da escola e fornecendo o timbre mais agudo.

 

Fora essas quatro grandes divisões, existem as miudezas que são responsáveis pelos improvisos e bordados: são os agogôs; reco-recos, cada vez mais escassos; cuícas, tradicionais em sua função gaiata e dissonante; pratos, num número pequeno; pandeiros, a peça fundamental no malabarismo de passistas/ritmistas.

 

Na primeira fileira, à frente de todos, se posta o diretor que busca manter a ordem, garantindo um ritmo harmonioso, enquanto os demais diretores e apoios atentam para as necessidades dos batuqueiros, ou seja, na quebra de baquetas, no estourar de instrumentos e na indicação das conversões indicadas pelo mestre, que os auxiliará junto com os batuqueiros.

 

Nos tempos de cordão, na batucada da escola, tivemos grandes apitadores como Panca, Pato N'Água, Nezão, Ticão Porfírio, Bifinha, Nelson Primo, Páscoa, e mestres de Bateria, Lagrila, Jamelão, Divino e Neno com a nobre função de comandar notáveis batuqueiros: Tobias, o melhor naipe de surdo de todos os tempos em SP; Telha, o melhor repenique da história; Saci, Sarará, Dinda Show, Valdir Bolão, Alecrim - o sucessor natural de Tobias -, Patricinho, Felipe, Fernando, entre tantos outros, que valorizam a nossa batucada, definindo-a em um padrão autêntico e qualificando-nos como uma das melhores no estado de São Paulo.

 

Porém, para que tal padrão se mantenha na mais perfeita sincronia, são necessários muitos ensaios; por isso, em meados de julho são iniciados os trabalhos e, conforme se aproximam os dias para o desfile oficial, a carga de horas de ensaios aumenta, o que poderá garantir uma boa apresentação no momento principal. Não é por acaso que nossa bateria foi definida como "Furiosa" pelo saudoso Mestre Marçal, da Portela, que considerava a qualidade do nosso ritmo magnífico. Em todas as passagens dele pela terra da garoa, pela Rua do Samba, São Paulo Chic, ao se deparar com a nossa batucada, exclamava: "Lá vem a furiosa", predicado que permanece vivo até os dias atuais.

 

Além de Mestre Marçal, o saudoso e imortal Mestre Valdomiro, da Mangueira, também apreciou o ritmo verde e branco, tanto que, em 18/09/76, realizou o batizado da nossa batucada.

 

Na avenida, o ritmo "se liga" a algumas atenções como o inicio do desfile, pois é muito importante a bateria começar a tocar com perfeito sincronismo com o canto dos intérpretes e dos componentes; o recuo, se bem realizado, evitará falhas na harmonia e evolução da escola, porque ao entrar no boxe de recuo, as alas subsequentes deverão preencher todos os espaços na pista; as conversões, que devem ser feitas com muita atenção para evitarmos problemas com a retomada do ritmo, não devendo acelerar e nem diminuir seu andamento durante toda a apresentação. O coração da escola pulsa vibrante e forte em cada um de nós.

 

Furiosa, palavras não lhe definem. Tu és paixão, emoção e ritmo furioso. Mas se tentarmos defini-la por palavras podemos descrever da seguinte maneira: "Diretor, o seu apito anuncia que o show começará! Batuqueiros, toquem os seus repeniques e convoquem aos demais a participar: tamborins, agogôs, caixas e chocalhos. Na frente, belas passistas, pratos malabarísticos e as cuícas, emocionadas com o espetáculo, se fazem chorar. Furiosa, o coração ritmado da Verde e Branco".